quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dom de Amar

Dom de amar
se o amor é o mar
sou seu marinheiro

em noite de lua cheia
as ondas do mar são minhas
eu fico brincando na areia
na cama de águas marinhas

se tem calmaria no mar
eu me deleito
por conchas e corais de abraço estreito
aos beijos do sol

na ressaca eu espreito
espero acender o farol

dom de amar
se o amor é o mar
sou seu marinheiro

inda ontem relampiou
na beira do mato
ê manguezal clariou, ê manguezal clariou
a minha dor no retrato

sai da roda invejosa
teu melaço não me engana
aprendi chula cortada
no banguê cortando cana

sapo tem o olho grande
mas ele vive na lama

Coração Valente

oração, coração
Coração

Meu coração padece e viceja
Vence a correnteza
E afasta esse mal
Coração valente
Resiste e não cai
Navega no rio dos fortes
Seguindo ele vai

Meu coração poeta descansa
Sobre a esperança
Que os sonhos contêm
Sem temer o medo
Nos versos tão seus
Tu chegas, coração, aos pés de Deus

Coração que pensa em ser feliz
Quando alguém vem sem razão e diz
"Não luta, coração"
E coração combate
Levanta, sai feliz e bate
Coração

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Fotógrafo.

Fotógrafo não fala - informa
Fotógrafo não vai a festas – faz cobertura
Fotógrafo não acha - tem opinião
Fotógrafo não fofoca – transmite informações inúteis
Fotógrafo não pára - pausa
Fotógrafo não mente - equivoca-se
Fotógrafo não chora - se emociona
Fotógrafo não some - trabalha em off
Fotógrafo não lê - busca informação
Fotógrafo não traz novidade - dá furo de reportagem
Fotógrafo não tem problema - tem situação
Fotógrafo não tem muitos amigos - tem muitos contatos
Fotógrafo não briga - debate
Fotógrafo não usa carro - mas sim veículo
Fotógrafo não passeia - viaja a trabalho
Fotógrafo não conversa - entrevista
Fotógrafo não faz lanche - almoça em horário incomum
Fotógrafo não é chato - é crítico
Fotógrafo não tem olheiras - tem marcas de guerra
Fotógrafo não se confunde - perde a pauta
Fotógrafo não esquece de assinar - é anônimo
Fotógrafo não se acha - ele já é reconhecido
Fotógrafo não influencia - forma opinião

http://www.flickr.com/photos/rafasilva/show/

domingo, 6 de junho de 2010

não sei o porque te tudo ...

...Contudo, faltou-me a decisão...
Uma só palavra me absolveria,
bastaria um sim sem grande alarde,
estava ali em minhas mãos,
mas o dilema me tornou covarde...
Nem sim, nem não...
Calei meu coração.

E essa indecisão agora me consome,
faz-me seguir com passos indolentes
por calçadas infindas e disformes,
caminhos íngremes, incoerentes
com a esperança de que um dia retornes...

Por companhia... a solidão,
sempre presente
quando a ausência se nos apresenta
impondo sua presença,
invasão tamanha,
retrato da fragilidade da condição humana.

...Contudo, faltou-me tudo...
Modificar o enredo,
falar sim sem sentir medo,
reviver nossa trajetória
onde marcas de amor marcam nossa história...
Traçar na folha em branco
o que sempre quis....
Ficar ao teu lado e te fazer feliz.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lua cheia


Nasce a noite iluminada pela Lua Cheia
E no íntimo sentimos sua misteriosa presença
Luz prateada enfeitiçando a meia noite e meia
Brilhando sobre a imensidão de cada crença

Lua Cheia de adversidades
Dos que vagueiam pelas veredas das sombras
Dos seres vazios pedintes de prosperidades
Dançam seus sonhos e ilusões sobre as alfombras

Lua Cheia dos lunáticos insanos
Das suas lágrimas caem estrelas sobre mim
Sobre os véus dos meus desejos humanos
Da maestria dos segredos não sairão até o fim

Lua Cheia dos poetas românticos
Dos amantes boêmios e eternos namorados
Assinalando a força dos poderes quânticos
Unindo as almas e os corações apaixonados

Lua Cheia dos ciclos e nascimentos
Gravitacional é o seu poder sobrenatural
Daqueles que possuem os conhecimentos
Mas sua magia é um fenômeno transcendental

http://www.flickr.com/photos/rafasilva/show/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sobre O amor

Sobre o amor

Ferreira Gullar



Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.

Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.

O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.

Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério — o assim chamado —, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.

Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.

A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.

Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda­roupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituar­se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.

E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...

Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Ohar fotografiaco.

O Olhar Fotográfico.


“ O ato físico de ver desenvolve-se dentro de um espaço tridimensional
Dentro do qual nos movemos.

O movimento dos olhos, associados ao da cabeça, nos permite ver pra cima e para baixa, para frente e para os lados. O deslocamento do andar, parar, olhar pra trás, mais a possibilidade de reconsiderar o malvisto, originam uma quantidade de informações que, combinadas, vão se agitar no fundo do nosso
Cérebro, produzindo sensações, reações, julgamentos e, sobretudo, um importante acúmulo residual de memórias.

Fotografar é reduzir parte dessa complexidade a um momento de tempo
e uma fração de espaço, confinando em um plano uma realidade existente, agora representada pela ordenação deliberada de uma linguagem.

Isto determina uma diferença clara entre olhar e fotografar.

O olhar fotográfico é um hábito visual seletivo, animado por uma percepção
sensibilizada por motivações de diversas origens – filosóficas, ideológicas, culturais e afetivas – presentes em todos nós, mesmo que nem sempre identificadas de forma nítida. Mas, só estando apoiados em rigoroso e instantâneo domínio dos meios tecnológicos – indispensáveis intermediários
entre intenções e resultados – e o competente manejo da linguagem, poderá permitir que seja alcançado um conteúdo de acordo com as expectativas do autor.


É a pratica de olhar fotográfico que conduz à transcrição do visível em coisa “ fotografável ”

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Filhos de Ogum

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda, da luta.
Seu filho carrega em seu gênio todas as suas características.
É pessoa de tipo
esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente.
Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento.

A sua impaciência é tão marcante que não gosta de esperar.
É afoito.
Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar
como vai terminar e nem quando.
Está sempre em busca do considerado o impossível.

Ama o desafio.
Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo.
Como os soldados que
conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas,
os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo:
quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.
É insaciável em suas próprias conquistas.

Uma marca muito forte de seu Orixá, é tornar-se violento repentinamente.
Seu gênio é muito forte.
Não admite a injustiça e
costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger.
Leal e correto, é um líder.

Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado.
Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida.

Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão.
É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e
a falta de garra. O difícil? é a sua maior tentação.

Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado.
Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um
desajustado.
Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e
acomodando-se às suas necessidades.

Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra,
a vida lhe fica bem mais fácil.
Quando ele consegue esperar ao menos 24hs para decidir, evitaria muitas vezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e
estrategistas.

Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo
e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.

Cor: vermelha e branca.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Caixas

Vivemos na era da caixa.
Assim que você nasceu, colocaram-lhe numa caixinha (o berço),
junto com outras crianças, ddntro de uma caixa )a sala),
dentro de uma caixa maior (o Hospital).
Quando você chegou ao lar materno, disseram-lhe: " este é o seu quarto:.
E colocaram você em outra caixa.
Ao crescer, você foi mudando de caixa ( casa, colégio, clube, trabalho),
entrando em caixas, saindo em caixas, caixas empilhadas, espalhadas,
penduradas, enterradas, transportando-se em caixinhas metálicas com rodas,
com asas, soltando fumaças.
E, quando chegar a hora da morte, colocaråo você numa caixa de madeira feita sob medida
e interraråo essa caixa numa fossa em forma de caixa.

Texto tirado do Livro: Yoga Prático.
por: Pedro Kupfer

quarta-feira, 14 de abril de 2010


“O medo é um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.


O medo pode provocar reacções físicas… Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor…”


E pode distorcer a realidade tornando-a demasiado dura ou demasiado branda, consoante o ângulo de que se observa, das nossas experiências, memórias e somando tudo isto o modo como formulámos os nossos raciocínios e expectativas…


Eu hoje tenho medo!!! Medo do que virá! Medo do que não sei! Medo do que posso não conseguir alcançar! Medo do que posso perder! Medo, temendo se esperam demasiado de mim! Medo do que não sei ou não consigo controlar… E sinto-me tenso... ansioso... receoso... Espero amanhã já não ter medo...

Eu sei que é normal ter medo, por vezes até saudável para avaliar os riscos...

onde está a poesia...

Onde está a poesia
dos dias de sol
mesmo sendo de chuva.
Onde está a motivação
e o desejo de procurar.

Onde está a busca
sem ser para entreter.
Buscar para entender
pesquisar
aprender
e gostar.

Tudo parece sólido
neutro
inerte
insuficiente.

Onde estão a cores
a letras
os sons
os tons
e os pensamentos
que preciso
para criar.

Pensar nem sempre é criar
ou existir.

Rafael Silva
janeiro de 2008

Fiquei pensando.

Onde está a poesia da minha vida? O toque sentido, o amor dividido? Onde está você que não vejo, não acho? Por quanto tempo, por quantas vezesa saudade fará morada e você neme minha namorada A mente quer deletar aquilo que meu coração arde A mão quer amar, acariciar,pele compele maior bem bom, corpo juntinho pra descansar. mas aqui é tão frio Olho pessoas e passos vagos,risos falsos, corpos feridos E meu íntimo diz: vá, siga, acrediteSerá que vivo num mundo que não me pertence? As pessoas não sabem mais amar? E o calor do desabrochar de um grande amor? E o pensamento sereno e infantilde esperar e sonhar acordado? Serei eu um sonhador num tempo em que se procura e nada se acha Onde está vc?ve se me acha ...

O homem que pedala, que ped'almacom o passado a tiracolo,ao ar vivaz abre as narinas :tem o por vir na pedaleira

Pedalo em pédá mais rapideza minha bicicletaé o que tu vês:

A minha bicicleta só tem dois pedais mas se monto nela não tem dois, tem mais !

Porque não tinha nada com eles porque não tinha porquê porque não tinha como porque não tinha nada a fazer a não ser andar de bicicletasem pretensão alguma.


Paqueta- Rio de Janeiro

Foto:Rafael Silva


A música no espírito Baila nas ondas do mar Passa pela noite E como o vento passa Passa a voar Navega, navega na alma de quem escutar É envolvente na atmosfera celeste`É pura alucinante Esta atração pelo mar..


Eu queria me olhar nos olhos simples e duros, sem que tivesse que me olhar em espelhos.
Como se olhasse normalmente nos olhos de outra pessoa porque eu sou a única outra pessoa que não pode me olhar nos olhos como se olhasse uma pedra ou metal, mas que pode olhar uma pedra ou um metal.
E se isso não lhe parecesse bastante anormal, a minha única outra pessoa poderia me olhar nos olhos se olhasse uma pedra ou um metal.
Eu queria me dizer coisas simples e duras, sem que tivesse que me falar em voz alta.
Como se falasse normalmente para outra pessoa porque eu sou a única outra pessoa que nada pode escutar de mim.
Como se escutasse a mim ou a Deus,
mas que pode escutar a mim ou a Deus.

E se isso não lhe soasse bastante transcendental a minha única outra pessoa poderia me escutar.
Seja alegre, procurando
Fazer todo o bem que puder, nos
dias em que permanece na face da terra.

Espalhe em torno de si esmolas de conforto, palavras de
Carinho, sorrisos de felicidade.
Responda com alegria e otimismo a todos que lhe
dirigirem a palavra sem irritar se jamais.
Imprima em cada dia de sua vida, toda bondade que existe
no fundo de seu coração.

Mantenha a amizade de seus amigos.
Não neguem do seu caminho aqueles que se desvelaram
pra proporcionar-lhe felicidade.

A alegria e o alimento da alma ...

Seja feliz!
Hare ...

Quase nunca vou a festa
não vejo televisão
não gosto de usar vermelho
não me banho com loção
não sei falar esperanto
conversa fiada eu não
quando durmo sonho sonho
quando acordo como pão
São Judas são Benedito
São Cosme cristinho meu
a paixão é roupa velha
que o rato da dor roeu
passo horas só passando
como o ferro que só passa
cachaça boa eu conheço
é pelo brilho da taça
o mundo anda sem guia
making of da desgraça
road movie sem governo
ave-maria sem graça
o mal da naftalina
é a vitória da traça
o carro que eu andava
parou pra trocar pneu
a existência é um carro
na oficina de Deus.

Do embaraço dos quadro, piões, celin e rodas,
Nascem sombras que no olhar tornaram-se filhos.
Projetadas pelo meio das calçadas, as sombras
deslizam lentamente na luz do dia.

Feita do entrelaço dos quadros, seus encontros
Se transformam em quadros.

Tocando a composição vão se modificando.
Umas após as outras, as bicicletas deixadas por um
Instante vão ganhando vida no meio
do jardim, calçadas e postes vai se transformando
num cenário.

No decorrer dos dias elas vão se modificando
Adquirindo vidas, marcas e personalidades.
Com seus tons manchados pelo tempo.

Com um linda composição vou em busca de uma só luz
Que me traz um brilho único e esquecido ate mesmo por seus familiares.
No acaso dos ventos, suas formas e cores vão
Se entrelaçando e criando vidas.