domingo, 13 de março de 2011
Sou será
Sou totalmente o oposto do que digo ser. Ninguém me conhece, e eu comecei a ser um mistério pra mim mesmo. Várias incógnitas e nenhuma resposta. Um caminho sem ninguém, sozinho.. apenas com tudo aquilo que eu sonhei. Eu gosto do sol, e odeio praia. Gosto de frio, e odeio chuva. Sou tão complicado, me acho rebelde. Sou todo certinho, e acabo errando toda a esquina. Escrevo o que penso, e digo o que sinto. Amo porque quero, e choro porque amo. Tudo é tão diferente de um dia pro outro; sou confuso, amigo, chato, falso. Não sei onde eu posso chegar, mas eu quero ir até achar um motivo pra me fazer sorrir.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Podemos Crer-nos Livres
Podemos Crer-nos Livres
Aqui, Neera, longe
De homens e de cidades,
Por ninguém nos tolher
O passo, nem vedarem
A nossa vista as casas,
Podemos crer-nos livres.
Bem sei, é flava, que inda
Nos tolhe a vida o corpo,
E não temos a mão
Onde temos a alma;
Bem sei que mesmo aqui
Se nos gasta esta carne
Que os deuses concederam
Ao estado antes de Averno.
Mas aqui não nos prendem
Mais coisas do que a vida,
Mãos alheias não tomam
Do nosso braço, ou passos
Humanos se atravessam
Pelo nosso caminho.
Não nos sentimos presos
Senão com pensarmos nisso,
Por isso não pensemos
E deixemo-nos crer
Na inteira liberdade
Que é a ilusão que agora
Nos torna iguais dos deuses.
Aqui, Neera, longe
De homens e de cidades,
Por ninguém nos tolher
O passo, nem vedarem
A nossa vista as casas,
Podemos crer-nos livres.
Bem sei, é flava, que inda
Nos tolhe a vida o corpo,
E não temos a mão
Onde temos a alma;
Bem sei que mesmo aqui
Se nos gasta esta carne
Que os deuses concederam
Ao estado antes de Averno.
Mas aqui não nos prendem
Mais coisas do que a vida,
Mãos alheias não tomam
Do nosso braço, ou passos
Humanos se atravessam
Pelo nosso caminho.
Não nos sentimos presos
Senão com pensarmos nisso,
Por isso não pensemos
E deixemo-nos crer
Na inteira liberdade
Que é a ilusão que agora
Nos torna iguais dos deuses.
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