sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Ohar fotografiaco.

O Olhar Fotográfico.


“ O ato físico de ver desenvolve-se dentro de um espaço tridimensional
Dentro do qual nos movemos.

O movimento dos olhos, associados ao da cabeça, nos permite ver pra cima e para baixa, para frente e para os lados. O deslocamento do andar, parar, olhar pra trás, mais a possibilidade de reconsiderar o malvisto, originam uma quantidade de informações que, combinadas, vão se agitar no fundo do nosso
Cérebro, produzindo sensações, reações, julgamentos e, sobretudo, um importante acúmulo residual de memórias.

Fotografar é reduzir parte dessa complexidade a um momento de tempo
e uma fração de espaço, confinando em um plano uma realidade existente, agora representada pela ordenação deliberada de uma linguagem.

Isto determina uma diferença clara entre olhar e fotografar.

O olhar fotográfico é um hábito visual seletivo, animado por uma percepção
sensibilizada por motivações de diversas origens – filosóficas, ideológicas, culturais e afetivas – presentes em todos nós, mesmo que nem sempre identificadas de forma nítida. Mas, só estando apoiados em rigoroso e instantâneo domínio dos meios tecnológicos – indispensáveis intermediários
entre intenções e resultados – e o competente manejo da linguagem, poderá permitir que seja alcançado um conteúdo de acordo com as expectativas do autor.


É a pratica de olhar fotográfico que conduz à transcrição do visível em coisa “ fotografável ”

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Filhos de Ogum

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda, da luta.
Seu filho carrega em seu gênio todas as suas características.
É pessoa de tipo
esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente.
Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento.

A sua impaciência é tão marcante que não gosta de esperar.
É afoito.
Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar
como vai terminar e nem quando.
Está sempre em busca do considerado o impossível.

Ama o desafio.
Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo.
Como os soldados que
conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas,
os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo:
quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.
É insaciável em suas próprias conquistas.

Uma marca muito forte de seu Orixá, é tornar-se violento repentinamente.
Seu gênio é muito forte.
Não admite a injustiça e
costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger.
Leal e correto, é um líder.

Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado.
Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida.

Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão.
É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e
a falta de garra. O difícil? é a sua maior tentação.

Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado.
Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um
desajustado.
Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e
acomodando-se às suas necessidades.

Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra,
a vida lhe fica bem mais fácil.
Quando ele consegue esperar ao menos 24hs para decidir, evitaria muitas vezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e
estrategistas.

Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo
e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.

Cor: vermelha e branca.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Caixas

Vivemos na era da caixa.
Assim que você nasceu, colocaram-lhe numa caixinha (o berço),
junto com outras crianças, ddntro de uma caixa )a sala),
dentro de uma caixa maior (o Hospital).
Quando você chegou ao lar materno, disseram-lhe: " este é o seu quarto:.
E colocaram você em outra caixa.
Ao crescer, você foi mudando de caixa ( casa, colégio, clube, trabalho),
entrando em caixas, saindo em caixas, caixas empilhadas, espalhadas,
penduradas, enterradas, transportando-se em caixinhas metálicas com rodas,
com asas, soltando fumaças.
E, quando chegar a hora da morte, colocaråo você numa caixa de madeira feita sob medida
e interraråo essa caixa numa fossa em forma de caixa.

Texto tirado do Livro: Yoga Prático.
por: Pedro Kupfer

quarta-feira, 14 de abril de 2010


“O medo é um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.


O medo pode provocar reacções físicas… Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor…”


E pode distorcer a realidade tornando-a demasiado dura ou demasiado branda, consoante o ângulo de que se observa, das nossas experiências, memórias e somando tudo isto o modo como formulámos os nossos raciocínios e expectativas…


Eu hoje tenho medo!!! Medo do que virá! Medo do que não sei! Medo do que posso não conseguir alcançar! Medo do que posso perder! Medo, temendo se esperam demasiado de mim! Medo do que não sei ou não consigo controlar… E sinto-me tenso... ansioso... receoso... Espero amanhã já não ter medo...

Eu sei que é normal ter medo, por vezes até saudável para avaliar os riscos...

onde está a poesia...

Onde está a poesia
dos dias de sol
mesmo sendo de chuva.
Onde está a motivação
e o desejo de procurar.

Onde está a busca
sem ser para entreter.
Buscar para entender
pesquisar
aprender
e gostar.

Tudo parece sólido
neutro
inerte
insuficiente.

Onde estão a cores
a letras
os sons
os tons
e os pensamentos
que preciso
para criar.

Pensar nem sempre é criar
ou existir.

Rafael Silva
janeiro de 2008

Fiquei pensando.

Onde está a poesia da minha vida? O toque sentido, o amor dividido? Onde está você que não vejo, não acho? Por quanto tempo, por quantas vezesa saudade fará morada e você neme minha namorada A mente quer deletar aquilo que meu coração arde A mão quer amar, acariciar,pele compele maior bem bom, corpo juntinho pra descansar. mas aqui é tão frio Olho pessoas e passos vagos,risos falsos, corpos feridos E meu íntimo diz: vá, siga, acrediteSerá que vivo num mundo que não me pertence? As pessoas não sabem mais amar? E o calor do desabrochar de um grande amor? E o pensamento sereno e infantilde esperar e sonhar acordado? Serei eu um sonhador num tempo em que se procura e nada se acha Onde está vc?ve se me acha ...

O homem que pedala, que ped'almacom o passado a tiracolo,ao ar vivaz abre as narinas :tem o por vir na pedaleira

Pedalo em pédá mais rapideza minha bicicletaé o que tu vês:

A minha bicicleta só tem dois pedais mas se monto nela não tem dois, tem mais !

Porque não tinha nada com eles porque não tinha porquê porque não tinha como porque não tinha nada a fazer a não ser andar de bicicletasem pretensão alguma.


Paqueta- Rio de Janeiro

Foto:Rafael Silva


A música no espírito Baila nas ondas do mar Passa pela noite E como o vento passa Passa a voar Navega, navega na alma de quem escutar É envolvente na atmosfera celeste`É pura alucinante Esta atração pelo mar..


Eu queria me olhar nos olhos simples e duros, sem que tivesse que me olhar em espelhos.
Como se olhasse normalmente nos olhos de outra pessoa porque eu sou a única outra pessoa que não pode me olhar nos olhos como se olhasse uma pedra ou metal, mas que pode olhar uma pedra ou um metal.
E se isso não lhe parecesse bastante anormal, a minha única outra pessoa poderia me olhar nos olhos se olhasse uma pedra ou um metal.
Eu queria me dizer coisas simples e duras, sem que tivesse que me falar em voz alta.
Como se falasse normalmente para outra pessoa porque eu sou a única outra pessoa que nada pode escutar de mim.
Como se escutasse a mim ou a Deus,
mas que pode escutar a mim ou a Deus.

E se isso não lhe soasse bastante transcendental a minha única outra pessoa poderia me escutar.
Seja alegre, procurando
Fazer todo o bem que puder, nos
dias em que permanece na face da terra.

Espalhe em torno de si esmolas de conforto, palavras de
Carinho, sorrisos de felicidade.
Responda com alegria e otimismo a todos que lhe
dirigirem a palavra sem irritar se jamais.
Imprima em cada dia de sua vida, toda bondade que existe
no fundo de seu coração.

Mantenha a amizade de seus amigos.
Não neguem do seu caminho aqueles que se desvelaram
pra proporcionar-lhe felicidade.

A alegria e o alimento da alma ...

Seja feliz!
Hare ...

Quase nunca vou a festa
não vejo televisão
não gosto de usar vermelho
não me banho com loção
não sei falar esperanto
conversa fiada eu não
quando durmo sonho sonho
quando acordo como pão
São Judas são Benedito
São Cosme cristinho meu
a paixão é roupa velha
que o rato da dor roeu
passo horas só passando
como o ferro que só passa
cachaça boa eu conheço
é pelo brilho da taça
o mundo anda sem guia
making of da desgraça
road movie sem governo
ave-maria sem graça
o mal da naftalina
é a vitória da traça
o carro que eu andava
parou pra trocar pneu
a existência é um carro
na oficina de Deus.

Do embaraço dos quadro, piões, celin e rodas,
Nascem sombras que no olhar tornaram-se filhos.
Projetadas pelo meio das calçadas, as sombras
deslizam lentamente na luz do dia.

Feita do entrelaço dos quadros, seus encontros
Se transformam em quadros.

Tocando a composição vão se modificando.
Umas após as outras, as bicicletas deixadas por um
Instante vão ganhando vida no meio
do jardim, calçadas e postes vai se transformando
num cenário.

No decorrer dos dias elas vão se modificando
Adquirindo vidas, marcas e personalidades.
Com seus tons manchados pelo tempo.

Com um linda composição vou em busca de uma só luz
Que me traz um brilho único e esquecido ate mesmo por seus familiares.
No acaso dos ventos, suas formas e cores vão
Se entrelaçando e criando vidas.