quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dom de Amar

Dom de amar
se o amor é o mar
sou seu marinheiro

em noite de lua cheia
as ondas do mar são minhas
eu fico brincando na areia
na cama de águas marinhas

se tem calmaria no mar
eu me deleito
por conchas e corais de abraço estreito
aos beijos do sol

na ressaca eu espreito
espero acender o farol

dom de amar
se o amor é o mar
sou seu marinheiro

inda ontem relampiou
na beira do mato
ê manguezal clariou, ê manguezal clariou
a minha dor no retrato

sai da roda invejosa
teu melaço não me engana
aprendi chula cortada
no banguê cortando cana

sapo tem o olho grande
mas ele vive na lama

2 comentários:

  1. flui né rafa! acho que sua escrita é água de rio passando..e me lembra música essa daqui :) bjo.

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  2. vejo a vida passar como as aguas do rio que nunca param. Aos poucos envelheço sem nada fazer, ate a juventudo ja se foi. O que faço? O faço nao sei. Sei somente que preciso de outra juventude para gozar o que nao fiz agora.
    Estes sao os pensamentos que atasanam muitos amigos meus...
    Que Deus lhe ajude a viver, viver e viver muito.


    Como as aguas do rio se perdem no mar,
    minha juventude se gasta no tempo
    se perde nos dias cheio do nada
    e com nada fico.

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